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INSTITUCIONAL
ENTREVISTA
ENTREVISTA
A MANUEL MOTA
CEO DA MOTA‐ENGIL ÁFRICA
“O FUTURO DE ANGOLA SERÁ MUITO POSITIVO E A MOTA‐ENGIL CONTINUARÁ
A APOIAR O PAÍS COMO SEMPRE O TEM FEITO”.
N um ano como o de 2017, marcado no Grupo Mota‐Engil pelo crescimento signi cativo
da Carteira de Encomendas em África para mais de 2,5 mil milhões de euros,
o aumento do Volume de Negócios e a abertura de novos mercados na Região, fomos entrevistar Manuel Mota, CEO da Mota‐Engil África, Administrador do Grupo e representante da terceira geração da Família Mota, facto que lhe permite ter um conhecimento privilegiado
e, como o próprio refere, uma responsabilidade acrescida sobre uma empresa que conhece desde que nasceu.
UMA LIGAÇÃO FORTE A ANGOLA
Teve a sua primeira experiência pro ssional internacional em Angola. E como falar da Mota‐Engil é falar de Angola, foi por aí que começámos, um País pelo qual Manuel Mota confessa sentir “um amor dentro de si, algo que está em toda a família”, sendo o País onde o seu avô, Manuel António da Mota, iniciou a atividade da empresa
em 1946 e onde o atual Presidente, António Mota, refere frequentemente sentir‐se em casa.
Manuel Mota refere que “a Mota‐Engil tem estado sempre ao lado de Angola, nos bons e maus momentos, por vezes com signi cativo esforço  nanceiro nos momentos mais difíceis, mas isso tem feito com que sejamos o grande expoente da relação empresarial entre Portugal
e Angola”.
Considera que “a mudança de ciclo tem decorrido de forma positiva”, sentindo “uma procura crescente da comunidade internacional, com maior interesse para apoiar o investimento”, o que o leva
a considerar que “o futuro de Angola será muito positivo e a Mota‐Engil continuará a apoiar o país como sempre o tem feito”.
Depois de Angola, seguiu para a Polónia onde assumiu o cargo de CEO da Mota‐Engil Central Europe, regressando
em fevereiro de 2016 a África, onde hoje é o responsável executivo pela liderança de uma Região que conta com cerca de 14.000 colaboradores entre 14 países, e um Volume de Negócios que foi, em 2017, de 860 milhões de euros.
OS DESAFIOS
DA MOTA‐ENGIL ÁFRICA
Como balanço do ano de 2017,
Manuel Mota refere que “foi retomado
o crescimento da atividade”, sendo
agora “o principal desa o o aumento de produção para um crescimento assinalável depois de conquistada uma carteira que traz conforto para os próximos dois anos
e meio”.
Analisando o momento atual na região, assume que “o crescimento da cotação
do petróleo para países como Angola,
as expectativas do início de investimentos muito signi cativos no segmento carvão
e do gás para o futuro de Moçambique,
a estabilidade em países como o Malawi, a par de novos países na África Oriental
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