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surgir novos relacionamentos com a Banca nigeriana, um dos maiores mercados da região, nomeadamente com o UBA, que poderá vir a ser um dos principais bancos de relação em África, assim como o Africa Finance Corporation”. O CEO destaca ainda o papel desempenhado pelas multilaterais, assumindo que “tem existido um trabalho de reforço da relação, podendo vir a
resultar no apoio a alguns projetos”, não esquecendo a COSEC, entidade que Manuel Mota considera “fundamental para as empresas portuguesas para atuar em Angola e Moçambique, e seria importante que abrisse a possibilidade de atuação a outros mercados, facto que temos sentido abertura para avaliar essa possibilidade”.
Sobre a Banca portuguesa, reconhece que “a crise no setor e a falência de muitas
construtoras portuguesas a que assistimos nos últimos anos penalizou a avaliação
do setor, mas o percurso de empresas como a Mota‐Engil deve merecer o apoio fundamental da Banca para a dinamização do setor e sua internacionalização”.
A FORMAÇÃO E O ESPÍRITO SOLIDÁRIO
Reconhecido como tendo sensibilidade para o tema da formação de quadros, Manuel Mota revela que tem promovido parcerias com universidades visando a integração
e formação de quadros locais, estratégia que é apoiada pelos Programas de Trainees que têm sido promovidos pelo Grupo,
em complementaridade com a formação pro ssional no terreno.
Como responsável executivo por África não perdeu a oportunidade de lançar uma mensagem aos jovens quadros para “abraçarem o desa o de ir para África pelo amadurecimento pessoal
e evolução pro ssional mais rápida
que necessariamente acontecerá pelas di culdades vividas no contexto africano, pelos problemas com que nos deparamos a cada dia. Será certamente uma oportunidade para crescerem, para
se a rmarem e para acompanhar
o crescimento do Grupo nesta Região”.
Não esquecendo a política de responsabilidade social corporativa, assume que “gostaria de fazer um projeto de construção com caráter social, em parceria com a Fundação Manuel António da Mota (FMAM), dando continuidade a algo que o Grupo sempre fez, mas de forma sistematizada e que permita otimizar
o retorno e impacto junto da comunidade no investimento realizado”.
OBJETIVOS PARA ÁFRICA E O GRUPO
Como membro do Conselho de Administração da holding, pedimos
a Manuel Mota que nos traçasse os principais desa os do Grupo, o que fez, partindo do momento atual e dos feitos dos últimos anos que destacou como
um ciclo em que “o Grupo passou em pouco mais de uma década de um Grupo maioritariamente presente em Portugal
para um Grupo Internacional, o que
exigiu muito investimento e onde agora temos vindo a reduzir e a equilibrar o balanço”. Sobre o futuro, “basta pensar que estamos em mercados de elevado potencial de crescimento, o que, se formos competitivos, e se o ciclo económico mundial contribuir e permanecer a estabilidade política nos países, teremos condições de acompanhar o crescimento dessas economias”, acrescentando ainda que “temos de identi car oportunidades de expansão para novas áreas de negócio e olhar para o nosso negócio core da construção como um desa o interno de acompanhar a evolução tecnológica e integrar as melhores práticas como forma de otimizar processos e e ciência para sermos competitivos a cada momento”.
A concluir, Manuel Mota referiu ter para África “o objetivo de chegar a 1.000 milhões de euros de faturação e cumprir com os objetivos do Plano Estratégico”, metas cujo resultado positivo está convicto que "irá acontecer" dentro dos próximos anos.
Estamos em mercados de elevado potencial
de crescimento, se formos competitivos, e se o ciclo económico mundial contribuir e permanecer a estabilidade política nos países, teremos condições de acompanhar o crescimento dessas economias.
MANUEL MOTA
CEO da Mota‐Engil África
SINERGIA 53 JUNHO 2018 13


































































































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